Snatcher (Sega CD)

Você já se perguntou o que surgiria do cruzamento de obras como Blade Runner, O Exterminador do Futuro, Neuromancer e demais clássicos do gênero Cyberpunk? Kojima se perguntou e disso surgiu Snatcher, jogo que todo fã de ficção cientifica deve jogar ao menos uma vez na vida.

Hideo Kojima é uma figura do mundo dos games que quase sempre é ligado apenas a série Metal Gear Solid, seu primeiro jogo publicado, sucesso de vendas e criticas em todo o mundo. Porém, o que muitas vezes se esquecem é que Kojima já trabalhou em outros títulos de sucesso, entre eles Snatcher, clássico do cyberpunk que vamos conhecer melhor neste artigo.

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Snatcher é um jogo do gênero ‘cyberpunk adventure’ dirigido e escrito por Hideo Kojima e produzido/publicado pela Konami. Foi originalmente lançado em 1988 exclusivamente no Japão para os computadores NEC PC-8801 e MSX2 porém ao longo dos anos foi relançado em diversas plataformas, como Playstation (1996/JP), Sega Saturn (1996/JP), PC-Engine (1992/JP) e Sega CD (1994/EUA,EU). Sendo está ultima, a única versão oficial do game a ser lançada fora do Japão.

O Jogo em si tem um tom cinematográfico, algo que acompanha Kojima até os dias de hoje. A trama se passa na cosmopolita Neo Kobe City, uma tecnológica cidade que, como toda cidade grande, sofre com os altos índices de criminalidade, servindo de moradia para bandidos, mutantes e ‘snatchers’, robôs que matam suas vitimas e roubam seu lugar na sociedade.

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Neo Kobe City

Na cidade acompanhamos o personagem Gillian Seed, encontrado em uma capsula criogênica na Sibéria junto de sua ex esposa Jamie Seed, porém ambos sem memória sobre o passado, o que faz com eles vivam separados. Na pele de Gillian, o jogador terá o papel de um ‘Runner’ recém recrutado pela J.U.N.K.E.R., organização que tem como função a ‘caça’ aos Snatchers. Para concluir sua tarefa, Gillian recebe o seu próprio companheiro: Metal Gear Mk. II. que serve para analisar objetos e ajudar o jogador com informações.

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Junker HQ

A história pode parecer um pouco simples, e até certo ponto é, pois o diferencial de Snatcher é no quesito exploração. Por conta de Gillian não lembrar de nada sobre seu passado, o jogador fica no mesmo nível de conhecimento que o próprio personagem, fazendo com que cada nova descoberta seja real, tanto para o jogador quanto para Gillian. O jogo também dá uma profundidade enorme na exploração, deixando com que o jogador possa interagir com quase todos os objetos do cenário, algo que foi repetido em outra obra de Kojima: Policenauts. Outro ponto diferenciado do jogo é o seu uso de cenas violentas, nudez explicita e diálogos ‘safados’ que Gillian pode realizar com as mulheres de Neo Kobe City, esses diferenciais infelizmente foram censurados nas versões mais recentes. Algumas outras edições foram feitas nas versões de PS1, SS e Sega-CD, como alteração de certas artes do jogo, a fim de evitar problemas com direitos autorais.

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Lembra alguém?

Infelizmente o jogo nunca recebeu uma sequência direta, contando apenas com um prológo, SD Snatcher, exclusivo de MSX2 e uma rádio novela, SDATCHER, feita pelo lendário Goichi Suda (Suda51). O futuro da série é inserto, visto que Kojima já não faz mais parte do quadro de funcionários da Konami, e a Konami não mostra interesse algum em trazer essa série de volta.

E você? Já conhecia Snatcher? O que acha sobre este clássico?

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