Quanto vale nossa diversão?

Todo jogador provavelmente já passou pela situação bem bosta de querer algum jogo novo, talvez até gastar 1/3 do seu salário nele para ele ser uma merda e você perceber que a empresa em questão não liga realmente para o jogador e sim para o dinheiro que ela vai fazer com a inocência dos outros. Grandes exemplos são a série Call of Duty, The Sims, Star Wars Battlefront, etc. Infelizmente essa é uma situação que veio para ficar com o crescimento do mercado e que apenas nós, jogadores, podemos mudar!

Estamos vivendo em um mundo onde as pessoas finalmente estão percebendo que gigantes como EA e Ubisoft não ligam para jogadores, não ligam para grandes experiências de jogo, elas ligam para dinheiro, elas ligam para quantas pessoas vão estar jogando o jogo delas e quanto eles vão conseguir enriquecer com isso. Cada novo lançamento traz consigo diversos bugs que mostram o real ‘foda-se’ que essas empresas tem em relação ao jogador, elas sabem que vão vender independente de entregar um jogo quebrado e ainda ter coragem de cobrar valores absurdos por expansões, DLC’s, etc para que funções que já deveriam estar no game sejam habilitadas. Infelizmente a atual cena dos games é vergonhosa, com apenas algumas salvações.

Recentemente passei por uma situação que me fez pensar em porque eu gosto tanto de games antigos. Talvez seja por eles me lembrarem a época em que uma desenvolvedora realmente ligava para nós, jogadores e não apenas para quantos milhões ela vai fazer com microtransações. Para quem não sabe, o criador do famoso Plants vs. Zombies foi DESLIGADO da empresa por não concordar com a EA (que havia comprado o estúdio PopCap Games) em adicionar um sistema de pay-to-win ao jogo que havia criado. São situações como essa que nos deixam com a sensação de impotência e de que somos apenas mais um número nesse enorme mercado de games. Nosso hobby virou negócio para gananciosos que se ao menos entregassem algo que valha todo o dinheiro que depositamos no produto, não existiria um problema tão grande.

Obviamente nem tudo está perdido, empresas como a Nintendo, CD Projekt RED e muitas outras menores e menos gananciosas ainda nos entregam produtos pelos quais sentimos orgulho em fazer parte (no caso, dando nosso suado dinheiro). Porém temos que começar a pensar em que empresa ajudamos e se esse é o que queremos para o mundo que mais amamos: o dos games!

E você, já teve esse vislumbre negativo da industria dos games?

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