Sid Meier’s C.P.U. Bach (3DO)

Hoje vamos falar de um jogo exclusivo pouco conhecido para um console que não tem uma fama muito boa, o 3DO. Lançado em 1993 na America do Norte, o console tinha o ideal de se tornar uma ‘central multimídia’, assim como o CD-i, porém falhou nesse quesito, visto que a grande maioria de seus software eram piores que os da concorrência, porém isso é assunto para outro post. Hoje vamos falar de Sid Meier’s C.P.U. Bach, um software que tinha como objetivo criar obras nos mesmos moldes de composição do famoso músico Johann Sebastian Bach.

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Sid Meier’s C.P.U. Bach foi lançado para o 3DO em 1994, desenvolvido pela MPS Labs e publicado pela MicroProse foi fruto dos designers Sid Meier (Famoso por seus sucessos Civilization, Railroad Tycoon, etc) e Jeffrey L. Briggs, ambos funcionários da MicroProse e que mais tarde fundariam a Firaxis, estúdio que ficaria responsável por toda a série de jogos que levam o nome de Sid Meier’s. O nome do jogo é um jogo de palavras com a sigla CPU (processador central em um computador) e a abreviação do nome de um dos filhos de Bach: C.P.E. Bach (Carl Philipp Emanuel Bach).

O jogo começa com uma animação em 3D (algo recorrente da época, onde mostrar as capacidades gráficas do console dizia que ele não era coisa de criança) que mostra Bach tocando um piano que está cheio de chips dentro, fazendo uma grande alusão a premissa do jogo de que o computador é quem irá criar as composições. Após isso somos apresentados ao menu do jogo, onde temos algumas opções de concerto (7 opções) para nossa composição, que após escolhido leva para outro menu que escolhemos os estilos para a composição (16 opções), com tudo selecionado basta aguardar que o 3DO faça sua mágica e componha a obra para você!

Tela de ‘loading’, enquanto seu 3DO se torna o próximo gênio da musica clássica.

Embora toda a composição da obra seja feita automaticamente pelo processador do 3DO, o jogo oferece ao jogador uma boa quantidade de opções, que vão desde quantas vezes um certo som será gerado na composição, até os instrumentos que serão utilizados nela. Vendo como um jogo o C.P.U. Bach pode parecer uma experiência chata e tediosa, porém, para a época, o que eles conseguiram fazer com o processador do console é algo de cair o queixo. Como eles sabiam que apenas escutar música não era a ideia do console, os desenvolvedores colocaram 4 fundos de tela para acompanhar as composições, fazendo com que a obra possa ser apreciada em um tipico domingo com a família.

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Apesar de ter passado longe dos holofotes da grande mídia, a música composta pelo C.P.U. Bach chegou a ser uma preocupação a Sid Meier, que acreditou que compositores poderiam se irritar apenas com a ideia de um computador compor algo tão parecido com a criação de um ser humano

A música sempre foi uma parte importante de nossa cultura, e foi apenas uma questão de tempo para que ela fizesse parte de jogos de videogame. No começo as músicas eram simples, como apenas os ‘toques’ que compunham o tema de Space Invaders, até músicas mais ‘complexas’ como o tema de Donkey Kong e Pac-Man. Porém com o avanço do hardware dos videogames começamos a ver músicas muito mais complexas, como os temas de Final Fantasy e Super Mario. Até chegarmos em algo como C.P.U. Bach, onde uma maquina é capaz de compor lindas músicas com quase a mesma qualidade de um humano!

E você, já conhecia o C.P.U. Bach?

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